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13/07/2017
Fonte: Globo Rural

Agronegócio de Mato Grosso comemora reforma trabalhista

Para representantes de entidades do setor, haverá mais transparência nas relações de trabalho

Representantes de entidades ligadas ao agronegócio em Mato Grosso comemoraram a aprovação da reforma trabalhista, aprovada nesta terça-feira (11/7) pelo Senado Federal. Para eles, não há risco de precarização das relações de trabalho entre fazendeiros e trabalhadores. Haverá, ao contrário, maior transparência e segurança nas contratações.

“A lei trabalhista não estava em conformidade com os tempos atuais”, avalia o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Normando Corral, lembrando que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi instituída em 1943.

Para Corral, cujo mandato à frente da Federação termina em dezembro de 2019, o maior avanço da nova lei está em dar mais força aos acordos coletivos entre os sindicatos de trabalhadores e de patrões. Na avaliação dele, é correto prevalecer o entendido entre as partes.

O presidente da Famato acredita que, atualmente, as representações das duas partes conseguem discutir “em pé de igualdade e sob amparo da lei”.

“Se os dois lados acham que as condições estão boas, por que outro pode vir e dizer que não? Porque um pode oprimir o outro? Isso já passou há muito tempo. Não tem mais aquela figura do empregador opressor e o trabalhador oprimido”, argumenta Normando Corral.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), a nova lei trabalhista traz mais transparência e dá ao empregador mais segurança para contratar. Endrigo Dalcin avalia que uma legislação mais moderna estimulará a geração de empregos no país.

“No mundo todo, a relação de trabalho é entre empregador e empregado. No Brasil, há um emaranhado de leis que desestimula a empregabilidade”, opina Dalcin.

Em nota, a direção da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) disse ter recebido “com satisfação” o resultado da votação no Senado Federal. Para a entidade, a reforma é uma medida necessária para promover a retomada da economia brasileira, “sobretudo no setor rural”.

“Acreditamos que essa medida, associada a outras que estão sendo tomadas pelo atual governo, poderão beneficiar os produtores rurais que investem em suas fazendas e outras unidades produtivas, assim como os trabalhadores que buscam emprego no setor”, diz o comunicado.

              
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