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12/05/2017
Fonte: Portal do Agronegócio

Clima devolve, em 2017, o que retirou da produção de grãos de 2016

Com o aumento de apenas 2 milhões de hectares de área semeada nesta safra 2016/17, o Brasil vai elevar a produção de grãos em 45 milhões de toneladas

 

Isso ocorre porque o clima, bastante favorável, está devolvendo, neste ano, o que tirou no ano passado.

A melhora nas condições climáticas permitiu avanço de 20% na produtividade, que subiu para 3,84 toneladas por hectare.

O país utiliza 60,4 milhões de hectares nesta safra, o que deve gerar uma safra recorde de 232 milhões de toneladas, 24% mais do que a anterior, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (11) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

A safra 2015/16 foi iniciada com perspectiva de produção de 215 milhões de toneladas. Afetada pelo clima, a produção caiu para 186 milhões.

Já em 2016/17, as perspectivas iniciais de produção eram de 215 milhões, mas, com o desenrolar da safra e com as boas condições de clima, a produção foi sendo reavaliada, podendo chegar aos 232 milhões, como as mostram as previsões atuais.

Estoques

A boa evolução da produção neste ano é importante porque volta a dar uma melhor segurança para os estoques finais de produtos no país.

Em 2016, com a forte queda de produção, os estoques recuaram para patamares preocupantes. O resultado foi a elevação de preços e a pressão na taxa de inflação.

Em 2017, o cenário é exatamente o contrário. Os preços estão comportados, e a boa oferta de alimentos segura a taxa inflacionária. A recessão econômica também coopera para a queda da taxa.

Os números da Conab indicam estoques finais de arroz de 923 mil toneladas nesta safra, 101% mais do que na anterior. Esses estoques são suficientes para 29 dias, ante 15 dias em 2016.

Apesar dessa recuperação, os estoques finais do cereal deste ano ainda são bem inferiores aos da média histórica, que são superiores a 2 milhões de toneladas por safra.

O balanço final da oferta e do consumo de feijão também melhorou, mas em ritmo menor do que o de arroz. O volume da leguminosa atingirá 194 mil toneladas, 4% mais do que em 2016.

Os estoques de milho, produto importante na produção de carnes, se apresentam bem melhores do que os do ano passado. Saem de 8 milhões de toneladas, em 2016, para 20 milhões, neste ano.

Além de impedir uma forte elevação de preços, como ocorreu em 2016, os estoques de milho serão suficientes para 128 dias de consumo. Em 2016 eram suficientes para apenas 55.

Os estoques finais de soja também aumentam nesta safra. Serão suficientes para 35 dias, bem acima dos 12 dias de 2016.

O aumento de safra e a consequente elevação dos estoques finais de alimentos acabam sendo um cenário menos favorável para os produtores, que vão receber menos, mas mais favorável para consumidores, que estão pagando menos.

Ritmo lento - A moagem de cana tem um ritmo bem menor neste início da safra 2017/18 do que na anterior. A moagem soma 42 milhões de toneladas, 40% menos.

Açúcar - Os dados são da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), que aponta queda de 44% na produção de açúcar e de 42% na de etanol.

Fiscais federais - Entra em vigor nesta sexta-feira (12) decreto que estipula regras para nomeação de superintendentes regionais do Ministério da Agricultura. O objetivo é evitar a ingerência política em questões técnicas.

Substituição - O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários pede a substituição dos 16 superintendentes que não se enquadram na nova regra.

Não é imediata - Na avaliação do Ministério da Agricultura, no entanto, a regra valerá apenas para as novas indicações. A partir de agora, para assumir o cargo o profissional precisa ser servidor do Ministério da Agricultura, ter curso superior completo e haver concluído o estágio probatório.

              
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