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09/06/2017
Fonte: Compre Rural

Milho hidropônico na alimentação do gado

Silagem forrageira tem uma digestibilidade de cerca de 30%, enquanto as forragens frescas têm uma digestibilidade de 75% a 80%

A forragem hidropônica é um produto barato e oferece alternativa, para pequenos pecuaristas em regiões estiagem, como no Nordeste. Em apenas um metro quadrado pode-se semear 2 kg de grãosO alimento é barato e fácil de ser produzido. Em duas ou três semanas, 20 kg a 30 kg de forragem verde estão prontos para o consumo por bovinos, caprinos, ovinos.

A hidroponia é usada para produção de hortaliças e flores em escala comercial, principalmente, nas proximidades dos grandes centros urbanos, onde as terras agricultáveis são escassas e caras e há demanda por esses produtos agrícolas.

Dentre as vantagens da hidroponia, estão a maior produtividade, a menor necessidade de mão-de-obra, a redução dos ciclos de produção das culturas e a não-necessidade de ter solos férteis disponíveis. A hidroponia pode ser praticada de inúmeras maneiras, além do uso para produção de alimentos humanos e flores, essa técnica mostra seu valor na produção de alimentos para animais.

O cultivo do milho hidropônico

Surgiu como mais uma alternativa para obtenção de volumoso de qualidade, com alto valor energético e proteico, para alimentação animal, por ser altamente palatável e atende às necessidades de manutenção do gado leiteiro com produção acima de 20 kg de leite por dia e gado de corte em regime de confinamento intensivo ou para cavalos de raça.

Também, serve como suplementação alimentar de aves, equinos, suínos, peixes, ovinos e caprinos. O sistema de produção pode ser usado em qualquer época do ano e em qualquer região do país. O milho hidropônico para forragem dispensa agrotóxicos, tem alta produtividade, ciclo curto e contínuo com resultado rápido. Essa rapidez torna o milho hidropônico uma excelente alternativa, especialmente nos períodos de seca prolongada, 35 dias após a semeadura o milho está pronto para ser fornecido aos animais. O sistema é simples e o custo de produção é baixo.

Como fazer

1º passo: As sementes são colocadas de molho na água, por 24 horas, para facilitar a germinação

2º passo: Após a limpeza da área demarcada, forra-se a área com uma lona dupla face, com a parte preta voltada para baixo, e distribui-se o substrato (bagaço de cana hidrolisado, palha de arroz ou feno picotado), até formar uma camada de dez centímetros.

3º passo: Em seguida, aplica-se a solução nutritiva (250g de supersimples e 450g de calcário calcítrico), espalhando sobre ela oito quilos de sementes de milho, cobrindo-as com cinco centímetros de substrato. Nesse processo é necessário fazer a adubação foliar com macro e micronutrientes quelatizados, depois de sete dias da semeadura, colocando 50 ml em 20 litros de água. Essa adubação deve ser repetida também no décimo dia. Todo o sistema é irrigado desde o primeiro dia, com 40 litros de água, sendo 20 litros pela manhã, e 20 à tarde, suspendendo esta irrigação, três dias antes da colheita.

Com essa técnica, o milho hidropônico pode ser colhido em 15 dias, enrolado como se fosse um tapete , processado na forrageira para homogeneiza-lo, e, em seguida, misturado com o farelo de trigo ou soja, ficando, assim, pronto para ser fornecido aos animais.

Vale lembrar que a massa deve estar livre de terra

Além da rapidez na produção, hidroponia é vantajosa como a técnica de fonte de alimento animal por usar pouca área de cultivo, ter alta produtividade, isenção do preparo do solo e capinas, redução do ciclo de cultura e dispensa do uso de agrotóxicos e terras agricultáveis. Com informações da EBDA, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri).

Plantas forrageiras

Fatores a ser considerados na seleção de uma forrageira, pois existem forrageiras especialmente indicadas para cada condição de clima e solo.

Plantas forrageiras, podem ser definidas como plantas inteiras ou partes delas que servem de alimento aos animais domésticos e silvestres. Parte palatável e comestível das plantas usadas como alimento pelos animais no pasto ou para arraçoamento servido na condição de fresca ou conservada.

Nas últimas décadas, têm sido formado, anualmente, no Brasil, cerca de quatro milhões de hectares de novas pastagens.
condições edafoclimáticas

O uso de técnicas inadequadas na formação do pasto com excesso de animais e o manejo deficiente é um grande investimento e o plantio incorreto da pastagem nem sempre proporciona o retorno esperado pelo pecuarista de corte ou leite. Para alcançar maior produtividade deve atentar para as condições de solo e de clima.

A espécie forrageira escolhida deve ser adequada para uma pastagem produtiva formando-a com espécies de forrageiras que sejam adaptaveis ao ambiente da propriedade, piois existem forrageiras especialmente indicadas para cada condição de clima e solo.

 
              
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