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11/08/2017
Fonte: Globo Rural

Crédito para o agro no BB chega a R$ 188 bi no 2º trimestre

Desembolsos só no ano-safra 2016/2017 totalizaram R$ 72,28 bilhões

A carteira de crédito para o agronegócio do Banco do Brasil cresceu 4,5% no segundo trimestre deste ano, totalizando R$ 188,15 bilhões, considerando todas as linhas de crédito operadas pela instituição com o setor. A informação está no balanço do banco referente ao período de abril a junho, divulgado nesta quinta-feira (10/8).

O crédito rural chegou a R$ 157,70 bilhões, um crescimento de 4,1% em relação ao trimestre anterior e de 4% quando comparado com o segundo trimestre do ano passado. O crédito para a agroindústria somou R$ 29,96 bilhões, volume 7,5% superior ao do primeiro trimestre de 2017, mas 6% menor que o do período de abril a junho de 2016. (veja tabela abaixo)

No primeiro semestre, o crescimento da carteira de crédito rural do banco foi de 3,7%, abaixo do esperado para 2017, entre 6% e 9%. Apesar disso, a direção avalia que o desempenho está “dentro da estratégia adotada com perspectiva de finalizar o ano dentro do intervalo”.

Considerando apenas o calendário-safra (julho de um ano a junho do ano seguinte), o Banco do Brasil registrou uma redução na liberação dos recursos. Foram R$ 72,28 bilhões no ciclo 2016/2017, 12,3% a menos que o registrado na temporada anterior (R$ 82,38 bilhões).

A maior queda, de 16,4%, foi registrada nas linhas de crédito para médios produtores. O volume de uma safra para outra passou de R$ 14,31 bilhões para R$ 11,96 bilhões. Desse total, R$ 10,58 bilhões foram emprestados para custeio (-13,8%) e R$ 1,37 bilhão para investimento (-32%).

Os desembolsos para agricultura empresarial caíram 14,1%, de R$ 54,58 bilhões na safra 2015/2016 para R$ 46,89 bilhões na safra 2016/2017. O crédito para custeio e comercialização no ano-safra encerrado em julho foi de R$ 39,92 bilhões (-17,1%). Já os recursos para investimento aumentaram 8,7%, de R$ 6,4 bilhões para R$ 6,96 bilhões.

Os negócios do Banco do Brasil com a agricultura familiar tiveram queda de 0,5%, de R$ 13,49 bilhões para R$ 13,43 bilhões. Os empréstimos para custeio neste segmento tiveram alta de 4,2% de uma safra para outra, chegando a R$ 7,58 bilhões. Mas o desempenho foi compensado pela queda de 5,9% nos desembolsos para investimento, de R$ 5,85 bilhões.

              
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